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CentOS vs Ubuntu: principais diferenças e qual escolher em 2025

Kelly Watson By Kelly Watson 11 minutos de leitura Atualizado em 17 de março de 2025
Comparação entre CentOS e Ubuntu destacando as principais diferenças em desempenho, segurança e estabilidade para 2025.

CentOS não é mais o que costumava ser. O confiável e sólido CentOS Linux desapareceu, sendo substituído inteiramente pelo CentOS Stream. Essa mudança muda fundamentalmente seu papel no mundo dos servidores.

Agora atuando como um ramo de desenvolvimento upstream do Red Hat Enterprise Linux (RHEL), o CentOS Stream recebe atualizações antes do RHEL, tornando-o uma distribuição de lançamento contínuo. Embora seja útil para desenvolvedores que testam mudanças futuras, é menos previsível – dificilmente ideal para ambientes de produção que exigem estabilidade a longo prazo.

Para organizações que precisam de um sistema operacional estável e compatível com RHEL, alternativas como AlmaLinux e Rocky Linux entram em cena, mantendo a compatibilidade binária com RHEL e preenchendo a lacuna deixada pelo CentOS Linux.

Essa mudança também redefine a comparação do CentOS e do Ubuntu em 2025. Se a estabilidade é sua prioridade, o CentOS Stream não é a resposta. Ubuntu LTS ou uma alternativa baseada em RHEL é a escolha mais inteligente para implantações prontas para produção.

Principais diferenças entre CentOS e Ubuntu

Embora o CentOS e o Ubuntu sejam amplamente usados ​​em ambientes de servidor, eles apresentam diferenças fundamentais na arquitetura, nos ciclos de atualização, no gerenciamento de pacotes e nos casos de uso gerais. Essas diferenças impactam diretamente a estabilidade, a segurança e a disponibilidade de software a longo prazo.

Base e arquitetura do sistema

CentOS foi construído no Red Hat Enterprise Linux, usando pacotes RPM gerenciados por YUM/DNF. Isso o tornou compatível com software empresarial projetado para ambientes RHEL.

O Ubuntu é baseado no Debian e usa pacotes DEB gerenciados através do APT. Este sistema de gerenciamento de pacotes é amplamente suportado e muitas vezes mais acessível para usuários não familiarizados com distribuições voltadas para empresas.

Para quem está acostumado com o CentOS Linux, mudar para o Ubuntu requer a adaptação a um sistema de gerenciamento de pacotes diferente. Os usuários que precisam de um ambiente familiar semelhante ao RHEL podem achar que AlmaLinux ou Rocky Linux são escolhas melhores.

Ciclo de lançamento e estabilidade

O CentOS Linux era historicamente conhecido pela estabilidade, pois seguia o ciclo de atualização do RHEL. No entanto, o CentOS Stream não funciona da mesma maneira. Em vez de receber atualizações depois de terem sido testadas no RHEL, agora ele as recebe antes do RHEL, tornando-o um sistema de lançamento contínuo.

O Ubuntu, por outro lado, tem ciclos de atualização previsíveis. As versões LTS são lançadas a cada dois anos e recebem cinco anos de atualizações de segurança, tornando-as adequadas para uso em produção a longo prazo.

Para quem precisa de estabilidade em atualizações constantes, o Ubuntu LTS é uma opção mais confiável que o CentOS Stream

Desempenho e uso de recursos

O CentOS Linux foi otimizado para cargas de trabalho empresariais, com uma abordagem minimalista que reduziu a sobrecarga desnecessária de software. O domínio do Linux na hospedagem web é evidente, com 96,3% do milhão de servidores web principais rodando em Linux. O Ubuntu, embora eficiente, inclui mais recursos integrados por padrão, tornando-o um pouco mais pesado nos recursos do sistema.

Para hospedagem VPS e computação em nuvem, o Ubuntu se tornou uma escolha mais comum devido à sua forte integração com AWS, Google Cloud e Microsoft Azure. Muitos provedores de nuvem oferecem Ubuntu como sistema operacional padrão devido ao seu amplo suporte e atualizações frequentes.

O CentOS, por outro lado, era tradicionalmente usado em data centers empresariais onde a estabilidade a longo prazo era a principal prioridade. Como o CentOS Stream não atende mais a esse padrão, os usuários que precisam de um sistema operacional estável e de baixa manutenção podem preferir o Ubuntu LTS ou uma alternativa baseada em RHEL.

O CentOS Stream é atualizado com frequência, o que pode introduzir mudanças de desempenho. Essas mudanças ajudam os desenvolvedores a acessar novos recursos mais rapidamente, mas os administradores podem precisar monitorar as atualizações mais de perto para evitar comportamentos inesperados.

O Ubuntu adota uma abordagem mais estruturada, especialmente com suas versões de suporte de longo prazo (LTS). Essas versões recebem atualizações em um cronograma fixo, mantendo o desempenho mais previsível ao longo do tempo.

Recursos e atualizações de segurança

Tanto o CentOS quanto o Ubuntu usam estruturas de segurança para controlar o acesso ao sistema. CentOS depende de SELinux (Security-Enhanced Linux), enquanto Ubuntu usa AppArmor.

O SELinux impõe políticas rígidas em nível granular, mas requer configuração cuidadosa. Muitos administradores o desabilitam devido à sua complexidade. O AppArmor, por outro lado, é mais fácil de configurar, mas não oferece o mesmo nível de controle.

As atualizações de segurança também funcionam de maneira diferente. O Ubuntu LTS segue um ciclo de atualização estruturado, com patches frequentes e bem documentados. O CentOS Stream recebe atualizações regularmente, mas nem sempre são totalmente testadas antes do lançamento.

Para aqueles que precisam de atualizações de segurança previsíveis, o Ubuntu LTS é a escolha mais segura. Organizações que buscam compatibilidade RHEL sem a imprevisibilidade do CentOS Stream podem usar AlmaLinux ou Rocky Linux, que seguem os mesmos padrões de segurança do CentOS Linux tradicional.

Apoio e documentação da comunidade

O Ubuntu possui uma grande comunidade e extensa documentação, o que o torna uma das distribuições Linux mais acessíveis tanto para iniciantes quanto para administradores experientes. A Canonical também oferece suporte oficial para empresas que necessitam de assistência profissional.

O CentOS já foi amplamente suportado por sua base de usuários corporativos, mas a mudança para o CentOS Stream levou à fragmentação. Muitos usuários migraram para AlmaLinux ou Rocky Linux, dividindo a rede de suporte do CentOS.

Para usuários que precisam de forte suporte da comunidade e extensa documentação, o Ubuntu continua sendo a melhor escolha.

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Vantagens do CentOS

Antes de sua descontinuação, o CentOS era amplamente utilizado em ambientes corporativos e hospedagem. Sua maior força era a estabilidade. Construído a partir do Red Hat Enterprise Linux (RHEL), ele seguiu o mesmo modelo de lançamento, garantindo um sistema consistente e bem testado.

O CentOS também era compatível com binário com RHEL, permitindo que as empresas executassem software Red Hat sem modificações. Isso facilitou a implantação, principalmente para empresas que dependem de aplicativos baseados em RHEL.

Ele veio com o SELinux habilitado por padrão, fornecendo uma forte estrutura de segurança para gerenciar permissões. Embora exigisse configuração detalhada, deu às empresas mais controle sobre a segurança do sistema.

Por fim, o CentOS era gratuito, tornando-se uma alternativa prática ao RHEL para organizações que não necessitavam de suporte oficial.

Desvantagens do CentOS

CentOS continua a ser utilizado por 22% das organizações, com o setor de tecnologia apresentando uma taxa de utilização ainda maior, de 28%. No entanto, apesar dos seus pontos fortes, o CentOS tinha as suas desvantagens. Um dos maiores problemas era a disponibilidade do software. Comparado ao Ubuntu, o CentOS tinha um repositório de software menor. Muitos aplicativos tiveram que ser instalados através de repositórios de terceiros, como o EPEL, em vez de estarem prontamente disponíveis.

Outro desafio foi o apoio comercial limitado. Ao contrário do Ubuntu, que tem suporte oficial da Canonical, o CentOS dependia inteiramente da assistência da comunidade. As empresas que necessitavam de suporte profissional tiveram que mudar para o RHEL ou pagar por serviços de terceiros.

O CentOS também teve um ciclo de atualização lento, o que foi uma vantagem e uma desvantagem. Embora isso garantisse estabilidade, significava que as versões do software ficavam desatualizadas com o tempo, a menos que fossem atualizadas manualmente.

Com o CentOS Linux descontinuado, essas desvantagens são ainda mais relevantes. O CentOS Stream não oferece a mesma estabilidade, e os benefícios que tornaram o CentOS Linux confiável mudaram amplamente para AlmaLinux e Rocky Linux.

Além do AlmaLinux e do Rocky Linux, o Debian é outra alternativa que funciona bem para usuários que buscam estabilidade. Segue um ciclo de lançamento cauteloso, priorizando a confiabilidade. Isso o torna uma opção forte para ambientes corporativos onde a consistência do sistema é mais importante do que atualizações frequentes. Também possui um grande repositório de software, reduzindo a necessidade de fontes de terceiros.

Vantagens do Ubuntu

O Ubuntu continua sendo uma forte escolha para ambientes de servidor devido a vários fatores. Um de seus maiores pontos fortes é a facilidade de uso. Comparado ao CentOS, o Ubuntu é mais simples de configurar, o que o torna a escolha ideal para novos usuários e desenvolvedores. Ele também fornece melhor suporte integrado para software moderno, reduzindo a necessidade de repositórios de terceiros. Sua compatibilidade com técnicas avançadas de virtualização, como virtualização aninhada, permite que os usuários executem máquinas virtuais dentro de máquinas virtuais, aprimorando os ambientes de teste e desenvolvimento.

Outra vantagem é seu ciclo de lançamento estruturado. As versões LTS (Long-Term Support) recebem cinco anos de atualizações, tornando o Ubuntu uma escolha previsível para servidores de produção. Esse nível de estabilidade permite que as empresas planejem com antecedência sem se preocupar com mudanças inesperadas no sistema.

Para quem trabalha com computação em nuvem, o Ubuntu tem forte presença. É a distribuição Linux mais comumente usada na AWS, Google Cloud e Microsoft Azure. Sua compatibilidade com tecnologias de conteinerização, como Docker e Kubernetes, o torna adequado para implantações de aplicativos modernos.

O Ubuntu também possui uma grande comunidade e opções de suporte comercial. A ampla adoção do Ubuntu se reflete em seu 2,19% de participação do mercado de sistemas operacionais para servidores e desktops. A Canonical fornece suporte de nível empresarial para organizações que precisam de assistência direta, algo que o CentOS Linux nunca ofereceu.

Desvantagens do Ubuntu

O Ubuntu tem algumas desvantagens que vale a pena considerar. Um deles são as atualizações frequentes. Embora as versões LTS sejam estáveis, os usuários que executam versões não LTS devem atualizar seus sistemas a cada seis meses.

Outra desvantagem é que as configurações padrão do Ubuntu focam na acessibilidade, o que pode não ser a melhor opção para ambientes corporativos que exigem políticas de segurança mais personalizadas. O Ubuntu, por outro lado, não vem com o SELinux habilitado por padrão, o que significa que os administradores devem definir configurações de segurança adicionais manualmente.

Para aqueles acostumados com o gerenciamento de pacotes baseado em RPM, a mudança para pacotes APT e DEB requer ajustes no fluxo de trabalho. Embora o sistema de gerenciamento de pacotes do Ubuntu seja amplamente suportado, ele difere do CentOS e do RHEL, o que pode tornar as migrações mais complexas.

CentOS vs Ubuntu Server: Qual atende às suas necessidades?

Durante anos, o debate entre servidores CentOS e Ubuntu girou em torno de estabilidade versus flexibilidade. O CentOS Linux foi escolhido pela confiabilidade de longo prazo, enquanto o Ubuntu foi preferido pela facilidade de uso e atualizações frequentes. Agora que o CentOS Linux foi descontinuado, a questão é se o CentOS Stream é uma alternativa viável ou se os usuários deveriam migrar para o Ubuntu.

Para quem procura um substituto direto do CentOS, AlmaLinux e Rocky Linux oferecem uma experiência mais próxima do CentOS Linux original do que o CentOS Stream. Essas distribuições seguem um ciclo de atualização mais previsível. No entanto, para usuários focados em ambientes em nuvem, compatibilidade de software e manutenção mais fácil, o Ubuntu LTS é a melhor escolha.

CentOS vs Ubuntu para hospedagem VPS: solução da Cloudzy

Escolher o provedor de hospedagem VPS certo é tão importante quanto selecionar um sistema operacional. Uma infraestrutura forte garante estabilidade, segurança e desempenho, esteja você executando um substituto do CentOS ou configurando um servidor Ubuntu.

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Conclusão

A diferença entre CentOS e Ubuntu é mais perceptível agora do que nunca. O CentOS Linux acabou e o CentOS Stream não é um substituto direto. O Ubuntu, com suas versões LTS e suporte de longo prazo, continua sendo uma escolha estável para servidores de produção.

Para usuários que precisam de uma alternativa compatível com RHEL, AlmaLinux ou Rocky Linux são as melhores opções. Porém, para quem procura suporte em nuvem, melhor documentação e gerenciamento de pacotes mais simples, o Ubuntu LTS é a melhor opção.

Perguntas frequentes

O que aconteceu com o CentOS Linux?

O CentOS Linux foi descontinuado pela Red Hat e substituído pelo CentOS Stream, que não oferece o mesmo nível de estabilidade.

Qual é a principal diferença entre CentOS e Ubuntu?

CentOS foi baseado em RHEL e usou pacotes RPM, enquanto Ubuntu é baseado em Debian e usa pacotes DEB. O Ubuntu oferece suporte oficial através da Canonical, enquanto o CentOS conta com suporte da comunidade.

O CentOS Stream é uma boa alternativa ao CentOS Linux?

Não para ambientes de produção. Como o CentOS Stream recebe atualizações antes do RHEL, ele é menos estável que o CentOS Linux. Os usuários que precisam de um ciclo de lançamento previsível devem considerar AlmaLinux, Rocky Linux ou Ubuntu LTS.

O que é melhor para hospedagem VPS?

Ubuntu LTS é a melhor escolha devido ao seu ciclo de atualização confiável, compatibilidade com nuvem e extenso repositório de software.

Ainda posso usar o CentOS?

Apenas CentOS Stream, mas não é igual ao CentOS Linux. Para uma alternativa estável, considere AlmaLinux, Rocky Linux ou Ubuntu LTS.

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